sábado, 18 de junho de 2011

Experimentação de práticas de leitura multimidial

Experimentação de práticas de leitura multimidial
Carla Rosemeri Loro
Gessiane Andréa Maidana Borges
Mônica Isabel Godoy
Scheila Taísa Cobalchini
Tarciane Feltraco

EU TAMBÉM POSSO!
Projeto de leitura e escrita para Escola Municipal de Ensino Fundamental Germano Dockhorn

Público-alvo

Todos os alunos da escola, da Educação Infantil às séries finais do Ensino Fundamental.


Objetivo da prática leitora
           Mostrar que qualquer aluno pode ser autor e (re)criar uma obra literária, uma obra de arte a partir de um trabalho já existente, utilizando o intertexto e a linguagem verbal e não-verbal. Essa proposta pode ser trabalhada por todas as faixas etárias, adequando os conteúdos e interesses.

Materiais e recursos utilizados
- Leitura do livro O carteiro chegou, de Janet e Allan Ahlberg;
- Filme Os irmãos Grimm
- Intertextualidade em propagandas
- Quadrinhos
- Paródias musicais
- Intertexto da Branca de Neve
- Releitura de Obras de arte

Etapas propostas
1.     Apresentar o Livro O carteiro chegou, de Janet e Allan Ahlberg e fazer a leitura verbal e não-verbal da obra, destacando os personagens de outras obras presentes no texto.


EU TAMBÉM POSSO...
         ...criar uma história utilizando personagens conhecidos em um novo contexto, com novos enredos, misturando quantos forem da minha vontade!
           Mãos a obra!

 Wilhelm (Matt Damon) e Jacob (Heath Ledger) são dois irmãos famosos pelos seus contos de fada, recheados de personagens mágicos. Eles percorrem a Europa comandada por Napoleão Bonaparte enfrentando monstros e demônios falsos em troca de dinheiro rápido. Porém, quando as autoridades francesas descobrem o plano deles, os coloca para enfrentar uma maldição real em uma floresta encantada, na qual jovens donzelas desaparecem misteriosamente.
2.   Assistir ao filme Os irmãos Grimm.

EU TAMBÉM POSSO...
...elaborar um teatro mesclando personagens reais com fictícios, utilizando muita imaginação e criatividade.



3. Analisar propagandas







EU TAMBÉM POSSO...
       ...criar propagandas fazendo referência a personalidades, ou a datas comemorativas.



          4. Intertextualidade em quadrinhos



EU TAMBÉM POSSO...
...construir histórias em quadrinhos divertidas, utilizando ideias e personagens já existentes.


5. Paródias musicais
A     CASA
ERA UMA CASA
MUITO ENGRAÇADA
NÃO TINHA TETO 
NÃO TINHA NADA
NINGUÉM PODIA
ENTRAR NELA NÃO
PORQUE A CASA
NÃO TINHA CHÃO
NINGUÉM PODIA
DORMIR NA REDE
PORQUE A CASA
NÃO TINHA PAREDE
NINGUÉM PODIA FAZER XIXI
PORQUE PENICO NÃO TINHA ALI
MAS ERA FEITA
COM MUITO ESMERO
NA RUA DOS BOBOS
NÚMERO ZERO...

A ESCOLA
Paulo R. Padilha
      ERA UMA ESCOLA
       MUITO MALVADA
       NÃO TINHA AFETO 
       NÃO TINHA NADA
       NINGUÉM QUERIA
      ENTRAR  NELA NÃO
      SÓ SE FALAVA EM REPROVAÇÃO
       NINGUÉM PODIA FALAR
       SEM MEDO
       PORQUE O “CLIMA” ERA AZEDO
       NINGUÉM PODIA BRINCAR, SORRIR,
      FELICIDADE NÃO TINHA ALI
      MAS ESSA ESCOLA
      MUDAR EU QUERO
      ESQUECER O TEMPO
      DA NOTA ZERO

EU TAMBÉM POSSO...
        ...utilizar um ritmo ou música de minha preferência para modificar a letra, dando destaque para qualquer assunto que seja do meu interesse.
6. Intertexto da Branca de Neve
                                                            

Branca de neve presa por tráfico
QUA, 03 DE JUNHO DE 2009 11:28 SENSACIONALISTA | PAIS

             A Polícia Federal prendeu ontem Snow White, a Branca de Neve, por tráfico de drogas. Segundo a polícia, ela ganhou uma fábula vendendo cocaína na floresta encantada. O apelido Branca de Neve, inclusive, é referência a cocaína. A PF diz que Branca de Neve dava a droga aos animais, que ficavam doidões a ponto de cantar e dançar. São famosas as imagens da personagem dançando no meio de esquilos e outros animais.
            Ainda segundo a PF, Branca de Neve explorava os anões num sofisticado esquema de produção e distribuição de cocaína. A droga era produzida dentro de minas embaixo da terra. Em código, eles se referiam ao esquema como "mina de ouro". Branca de Neve era inimiga mortal de sua madrasta, que queria controlar a venda de drogas na floresta e já tentou matá-la. Viciada, a madrasta sempre dizia "espelho, espelho meu", numa referência ao espelho usado para cheirar cocaína. A madrasta se drogava tanto que, apesar de ter 45 anos, tinha a aparência de uma velha de 80.
              A polícia procura agora Chapeuzinho Vermelho, fundadora do Comando Vermelho.

                                                         Branca de Neve completamente trincadona pelas drogas


EU TAMBÉM POSSO...
        ...(re)escrever um conto ou uma história clássica, modernizando o enredo e atualizando os fatos utilizando como referência o cotidiano de nossas cidades.
7. Releitura de Obras de arte
EU TAMBÉM POSSO...
    ...pintar, desenhar, reinventar um painel, uma obra de arte, uma fotografia.


Santa   Ceia

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Figura de um movimento artístico. Imagem e Poesia.



Ah! Monalisa...

Veja só quem está aqui
A Mona, irmã da Lisa
A Lisa, irmã da Mona
Juntando as duas vira
MonaLisa.

Ela tem várias facetas
Ora sorrindo,
Ora fazendo caretas...

Seu penteado é legal
Seja liso, encaracolado,
curto, comprido ou anormal.

Ela sempre é assim
A Mona irmã da Lisa,
A Lisa irmã da Mona.

De uma, forma duas
E das duas, formam uma
Uma completa a outra
Mesmo sem trocar de roupa...

Ah! Monalisa...



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Crônica

COTIDIANO


          Desenfreada confusão! mal o despertador se manisfesta, 06:30 da manhã, a mãe já inicia a correria. Cutuca o marido que já está na hora de levantar. Corre para o quarto dos meninos, que precisam se ajeitar para ir à escola.
          Prepara a mesa para o café: pão dormido com margarina. É tudo que ainda tem. José, o filho mais velhos, reclama do café. Diz que nem vai comer. Pega a mochila e vai para a escola. Na chegada, depara-se com a merendeira e logo pergunta: "Que tem de merenda hoje?". "Sopa!"- responde ela.
          Depois de algumas trocas de palavras com os colegas, dá o sinal. Ainda que sem muita disposição, José entra, encara a primeira aula como se não estivesse ali. Sentado, com as costas voltadas para a parede, escuta a professora falando sobre artigos: definidos e indefinidos. isso pouco lhe interessa. Seu pensamento está lá na opção de café da manhã que teve. Fica pensando na miséria que circunda o seu lar. O pai trabalha, mas ganha pouco. A mãe precisa cuidar da casa e dos irmãos menores.
           Passa a primeira, a segunda e chega a terceira aula. Nesse interstício de tempo alguém bate a porta: "Merenda". É a merendeira. Ah, lembrou da sopa prometida ainda no primeiro horário da manhã, logo quando chegou. Vão em fila para o refeitório. Enquanto engole colherada após colherada, fica imaginando como seria se tivesse nascido em outra família. Se tivesse um pai que ganhasse bastante dinheiro.... Ah, certamente tudo seria muito diferente!
          Finalizado o tempo da merenda, volta à sala de aula. A troca de professores faz com que José se ocupe também em avaliar cada um deles. Seu jeito, sua aula, seu modo de se expressar. O menino também imagina que cada ser tem os seus problemas, mas que ao menos, seus professores devem ter uma comida saborosa em suas mesas. E assim, a manhã vai se esvaindo entre as aulas, os colegas de classe, suas inquietações e o desejo de ter uma vida mais digna.
           11:45 é dado o último sinal. Hora de guardar o material e ir para casa. José já pensa no almoço. "O que será que vai ter?". Mesas para um lado, cadeiras para o outro, todos saem ligeiramente a caminho de casa.
           Ao chegar, sua mãe já grita: "Vá ver o que seu irmão está fazendo". Sentam à mesa. É osso de porco frito com mandioca. José reclama: "É sempre a mesma coisa"! Sua mãe manda calar a boca e comer. E ainda acrescenta: "Como bem quieto, porque muitos nem tem o que comer". José senta, serve-se e já fica a imaginar: "O que será que vai ter de merenda amanhã?"

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Som e Imagem - música Years of Solitude, de Astor Piazzolla e Gerry Mulligan


Apesar de todo mal, toda tristeza, todo medo... sempre haverá um novo caminho, um recomeço, uma luz para guiar teus passos!




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terça-feira, 10 de maio de 2011

Como nós, como mediadores de leitura, podemos trabalhar poesias e/ou músicas para que nossos alunos gostem, apreciem e produzam poemas com sonoridade, brincando com as palavras?

Nós temos que pensar em uma atividade simples e adequada a idade dos nossos alunos. Pois quanto mais cedo despertarmos o seu gosto na realização desta atividade, melhor será seu desenvolvimento. As poesias precisam ser trabalhadas de forma simples, com pequenas rimas, podendo-se fazer com o nome deles. Por exemplo: “Ana rima com Banana”, ou usando sinônimos “O José é feliz, porque tem um lindo nariz”; esse jogo as crianças adoram e se interessam. No início elas fazem sem a rima e aos poucos percebem que com a rima fica mais interessante.
Geralmente nossos alunos já trazem de suas casas algumas canções dos sucessos do momento, mas teremos que mudar a letra, adequar. Outros alunos até trazem versos ou algum poema contado pelos avós ou algum outro familiar. Assim, podemos nos valer disso e partir na formação de novas poesias e músicas. É importante que as poesias estejam de acordo com a faixa etária da criança. Podemos trabalhar músicas atuais que eles escutam nas rádios diariamente em forma de paródias, pois eles já memorizaram a melodia, só precisam adequar a nova letra da música.Música e poesia se completam, pois a letra de uma música não deixa de ser uma poesia e vice-versa, podemos transformar uma poesia em música colocando uma melodia.
Todos nossos alunos gostam de trabalhar com música, mas os menores ainda são mais espontâneos, não tem vergonha de se expressar. Podemos usar música e também poesias para trabalhar diferentes temas em sala de aula, pois elas têm rimas, sonoridade, que atraem muito os alunos, facilitando sua aprendizagem. Devemos também lembrar sempre de usar músicas e poesias que eles mesmos ouvem no dia-dia, criando paródias, poesias coletivas, pois desta forma, todos poderão, aos poucos, contribuir nas criações das poesias.           

       Mais do que tudo isso, nós, como mediadores
      temos a obrigação
      de mostrar que na poesia tudo é possível,
      basta imaginação!
      Podemos escrever de trás para frente,
      de baixo para cima,
      em círculos, alternando linhas,
      criando palavras, ritmos, sons.
      Podemos rimar, ou não;
      podemos ter linearidade, ou não;
     podemos informar,
     podemos desenhar,
     podemos transformar,
     podemos criar,
     sem medo de ousar ou errar!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PECHADA!

    
 PECHADA

      Carla encontrou com Mônica e foi logo contando o que tinha visto:
     - Olá... nem te conto o que vi...
     - O quê?
     - Lá no centro, uma aglomeração de pessoas para ver uma pechada!
     - Uma... o quê?
     - Uma pechada!!!
     - Mas como assim??
     - No centro da cidade tem um quebra-molas e foi lá que ocorreu a pechada!
     - Mas o que houve com os peixes? Morreram?
     - Não, menina! Pechada é quando dois automóveis colidem, causando um acidente... um bate no outro!

     - Mas e o tal do quebra-mola? Já sei... quebraram-se as molas dos carros, por isso aconteceu o acidente!
     - Nããããããão! Quebra-mola é a lombada de trânsito utilizada para os automóveis diminuirem a velocidade!
     - Ah tá! Então a história é: dois carros causam acidente porque não respeitaram a lombada! Agora entendi!

     - Hahaha, como você é engraçada, Mônica!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Música PALAVRAS - Titãs

Palavras 

Composição : Marcelo Fromer / Sérgio Britto

Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavra eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença
Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Palavras não têm cor
Palavras não têm culpa

Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Páginas rasgadas
Palavras não se curam
Certas ou erradas
Palavras são sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras

Nada de novo debaixo do sol



           Essa letra, gravada nos anos 80 pelos Titãs pode ser analisada de várias maneiras. Podemos direcionar emocionalmente e percebermos que somos nós, humanos, quem usamos essas "palavras  iguais" e as deixamos em alguns momentos más, frias, quentes, boas. Somos nós os responsáveis e agentes de comunicação, que apontamos a intenção do que queremos, do que desejamos e como falamos e proferimos cada enunciado.
          Mudando o foco, podemos pensar na análise dessa música como o próprio ensino da língua, pois "palavras eu preciso", todo mundo precisa! E com essa música, podemos destacar o verso "palavras pra brincar" e repensarmos a nossa prática, que deve estar voltada para o lúdico, para a fantasia, para o encantamento! Ressaltamos ainda palavras "certas ou erradas", que no nosso ponto de vista seriam adequadas ou inadequadas dentro de um contexto de uso social, destacando que no processo de ensino x aprendizagem de uma língua é fundamental reconhecermos e trabalharmos as variantes linguísticas que fazem parte da comunicação de nossos alunos, pois,  é a língua que nos torna humanos! É a língua que nos diferencia dos outros animais, por isso, como mediadores de leitura, devemos mostrar que através da palavra, através da leitura, tudo é possível, basta imaginarmos, basta colocarmos as ideias no papel!!!

sábado, 9 de abril de 2011

Ziraldo

Observem a ilustração de Ziraldo


O que vocês pensam sobre essa afirmativa?

Imagem retirada da internet: www.google.com

Trabalho de aluna sobre ÁGUA


EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA

                 A água sacia a nossa sede, ela serve para nos purificar. Ela serve para a limpeza da nossa casa e também da nossa higiene.
                Quando ela é poluída pelo lixo, prejudica a nossa saúde, e a poluição dos rios pode transmitir doenças, entre elas a dengue.
                A água não tem cheiro (inodora), não tem cor (incolor) e não tem sabor (insípida) e depois de tratada se torna potável para o consumidor.
                 Ela se encontra em três estados físicos que são: sólido, líquido e gasoso.
                Não podemos poluir e nem disperdiçar o nosso bem mais precioso que é a ÁGUA. Pois sabemos que só temos 3% de água doce e 97% é salgada, imprópria para o consumo.
                Então, para termos uma boa qualidade de vida devemos preservar nossos rios e mares para garantir um futuro melhor para todos nós.

Aluna: Andriélli Eduarda Rambo
Série: 5 ano A
Prof: Mônica Godoy
Escola: Germano Dockhorn
Idade:10 anos

segunda-feira, 4 de abril de 2011

QUANDO A LINGUAGEM CULTA É UM FANTASMA


              QUANDO A LINGUAGEM CULTA É UM FANTASMA

            Antes de entrar-se no exame do problema do empobrecimento cada vez mais acentuado da linguagem dos jovens, é preciso estabelecer que em qualquer idioma há vários níveis de expressão e comunicação: popular, coloquial, culto, profissional, grupal, etc. As diferenças entre esses níveis são evidentes, por isso facilmente demarcáveis. Basta comparar, por exemplo, a chamada “fala dos magrinhos” com a de um deputado em sua tribuna.
                Assim, as dificuldades do jovem não estão, a rigor, na sua incapacidade de expressar-se. No seu grupo – e aí é que vive a maior parte de seu tempo – certamente ele não sente o menor embaraço para dizer o que quer e entender o que os amigos lhe falam. A comunicação se faz à perfeição, sem quaisquer ruídos: “Sábado vou dar um chego lá na tua baia, tá?” E a resposta vem logo, curta e precisa: “Falô! Vê se leva o Beto junto. Faz tempo que ele não pinta lá. Depois, a gente sai pra dar uma banda”.
                Esse é o nível de sua linguagem grupal. Um nível meio galhofeiro e rico de tons que ele domina galhardamente. Está como um peixe dentro de seu elemento natural. Movimenta-se com segurança e muito consciente de sua capacidade expressional.
                As dificuldades que experimenta – e que o fazem inseguro e frustrado – estão na aprendizagem da língua “ensinada” na escola. A língua culta representa para ele um obstáculo intransponível, uma coisa estranha que o assusta e deprime. E é fato compreensível. Para o jovem, habituado à fala grupal, à gíria, ao jargão de seus companheiros de idade e de interesses, a norma culta surge como um fantasma, um anacronismo com o qual não consegue estabelecer uma convivência amistosa. Se passa 23 horas e 10 minutos a dizer “tu viu”, “eu vi ela”, “me alcança a caneta”, “as redação”, como irá, nos 50 minutos de aula de português, alterar todo o comportamento linguístico e aceitar sem relutância que o certo é “tu viste”, “eu a vi”, “alcança-me a caneta”, “as redações”?
                A força coercitiva da escola é pouca para opor-se à avalanche que vem de fora. É, pensando bem, quase uma violência que se comete contra a espontaneidade da linguagem dos jovens, principalmente quando o professor não é suficientemente esclarecido para dar-lhes a informação tranquilizadora de que todos os níveis de linguagem são legítimos, desde que inseridos em contexto sociocultural próprio. Explicar-lhes, enfim, por que a escola trabalha preferencialmente com o nível linguístico da norma culta. Isso os tiraria da situação constrangedora em que se acham metidos e que se manifesta mais ou menos assim: “Não sei como é que eu não consigo aprender português!”

VIANA, Lourival. Quando a linguagem culta é um fantasma. Correio do Povo 07/08/83 (adaptado)

sábado, 2 de abril de 2011

Ler devia ser proibido!


É ótimo para pensarmos sobre o assunto, pois, segundo o próprio vídeo:

"...ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas!"

(retirado do YouTube : http://www.youtube.com/watch?v=iRDoRN8wJ_w&feature=related )

Poema MINHA ESCOLA


             
              
              MINHA ESCOLA

               Na minha escola,
               Todos gostam de estudar.
               Português, matemática,
               Quem é que não vai gostar??

               Na minha escola,
               Os professores são legais.
               Com eles nós queremos,
               Aprender muito mais!!

              Na minha escola,
              De ano temos que passar.
              Mas para isso acontecer,
              Não podemos só brincar!
             
              E para finalizar,
              Não esqueça de estudar.
              O professor escutar,
              E as tarefas terminar.

Aluno: Eduardo Decker
Série: 5 ano A
Prof: Mônica Isabel Godoy
Idade: 9 anos
Escola Municipal de Ensino Fundamental Germano Dockhorn

domingo, 27 de março de 2011

Polo Universitário de Três de Maio

         

        O Polo Universitário de Três de Maio é uma parceria entre Governo Federal e Governo Municipal, com o objetivo de levar ensino superior público de qualidade para Três de Maio e região, ofertando cursos de graduação e pós-graduação à distância.

Cursos Pós-Graduação

- Gestão de Polos - UFPEL
- Gestão em Arquivos - UFSM
- Gestão da Organização Pública em Saúde - UFSM
- TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação Aplicadas à Educação) - UFSM

Cursos Graduação

- Agricultura Familiar e Sustentabilidade - UFSM
- Física - UFSM
- Geografia - UFSM
- Letras Espanhol - UFSM
- Matemática - FURG
- Pedagogia - UFSM
- PLAGEDER (Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural) - UFRGS
          O Polo está disponibilizando também o curso Mediadores de Leitura na Bibliodiversidade pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).


Procura da poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adultes o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
[...]
                                Carlos Drummond de Andrade. Procura da poesia.